 O exercício como aliado da mulher na recuperação de uma intervenção cirúrgica plástica estética.
A busca de uma harmonia interior como meio de atingir o equilíbrio pessoal é o motivo pelo qual a procura pela cirurgia plástica estética tem vindo a aumentar em Portugal. Vivemos numa redoma de vidro onde se cultiva o culto da aparência física como uma necessidade indiscutível, por muitos, para alcançar o sucesso pessoal ou profissional.
Mas a cirurgia plástica estética pode ser um forte aliado da mulher. Concretamente se esta opção for considerada por ela como um complemento e não como uma condição sine qua non para singrar na vida. A mulher actual aceita-se a si própria e reconhece o seu real valor e, portanto, a cirurgia será algo mais para ela adicionar às suas inúmeras conquistas pessoais e sociais.
Na sua grande maioria, intervenções cirúrgicas desta natureza remetem para um acompanhamento multidisciplinar assegurado por uma equipa de profissionais de saúde. Visa-se o bem-estar da mulher e a garantia da qualidade dos resultados bem como a sua manutenção ao longo da sua nova vida.
A abdominoplastia é um exemplo forte onde este acompanhamento é claramente recomendado. Após a remoção da pele e gordura em excesso da zona abdominal, a aparência corporal melhora substancialmente mas carece de cuidados redobrados no que respeita à sua manutenção.
Cirurgião plástico, personal trainer e nutricionista são os profissionais de saúde adequados para que esta transição seja efectuada de forma salutar.
O cirurgião, este, tem a função de proporcionar à mulher a sua forma final tão vislumbrada. Mas é na fase da recuperação em que o personal trainer e o nutricionista irão intervir. Como? Ajudando na manutenção da sua nova condição bem como introduzir ou reforçar um estilo de vida saudável: alimentação equilibrada e exercício físico.
No que respeita à componente exercício, durante o primeiro mês, devem evitar-se actividades domésticas pesadas e outros tipos de sobrecargas que possam provocar qualquer tipo de trauma na zona em recuperação. Sobretudo se nos referirmos à zona abdominal ou inferior do seu corpo.
Após os primeiros meses, e sempre sob autorização prévia do seu médico cirurgião, poderá recuperar o seu programa de exercício normal. Até lá, as caminhadas e alongamentos, de preferência estáticos e assistidos, poderão ser a terapia preferencial.
O exercício tem como função reduzir o inchaço e a probabilidade de ocorrem coágulos de sangue. Note que exercícios muito vigorosos devem ser evitados até que possa realizá-los confortavelmente.
De seguida, propomos-lhe uma série de 4 exercícios para obtenha uma zona abdominal firme.
1.º Exercício: Prancha de Antebraços
Benefícios
Estabilização do tronco
Pré-Requisitos
• Beneficia com este exercício se tiver alguma prática da respiração diafragmática;
• Activação correcta dos glúteos;
• Alinhamento neutro da coluna.
Preparação
Coloque-se na posição de decúbito ventral (barriga para baixo) com os cotovelos directamente posicionados por debaixo dos ombros.
Movimento
1. “Cole” o abdominal contra a coluna;
2. Tendo em vista uma postura corporal correcta, deverá contrair os glúteos e elevar o tronco e antebraços;
3. Enquanto mantém o abdominal contraído, deverá manter a posição pelo menos durante 15 segundos;
4. Certifique-se que a sua coluna mantém um correcto alinhamento (cervical, dorsal e lombar);
5. Coloque o queixo “colado” ao cervical.
2.º Elevação da perna em posição de 4 apoios na Bola Suiça
Benefícios
• Fortalece a musculatura dos glúteos;
• Estabilização do core e neuromuscular.
Pré-Requisitos
Correcta activação a nível lombar e dos glúteos.
Preparação
• Coloque-se na posição de extensões de braços (flexões de braços) com os braços ligeiramente flectidos e a bola suíça por debaixo das coxas;
• Active a musculatura abdominal;
• Mantenha as pernas alinhadas e juntas.
Movimento
1. Active a musculatura abdominal e dos glúteos;
2. Eleve uma das pernas até sentir que a lombar quer começar a hiper-extender;
3. O controlo é essencial! Tente estabilizar bem o tronco;
4. Se sentir algum desconforto ou fadiga na coluna, interrompa o exercício.
3.º Equilíbrio sobre um apoio com alcance (rotação do tronco)
Benefícios
Este é um excelente exemplo para desenvolver a estabilidade dinâmica;
Se tem dificuldade em activar os glúteos ou com o equilíbrio, este exercício é para si.
Pré-Requisitos
• Se tiver uma lordose lombar excessiva (hiperlordose), deverá alongar antes da realização deste exercício;
• Certifique-se que consegue equilibrar-se. Peça ajuda para realizar este exercício, se necessário.
Preparação
• Mantenha uma boa postura erecta e boa estabilidade a nível abdominal;
• Comece com pequenas rotação do tronco como aquecimento específico e aumente a activação do sistema nervoso central.
Movimento
1. O exercício envolve o equilíbrio sobre um apoio com uma respectiva rotação;
2. Coloque-se apenas sobre um apoio, com o joelho respectivo ligeiramente flectido;
3. Estenda os braços mesmo acima do peito;
4. Rode os braços na direcção da perna de apoio;
5. Regressar à posição inicial;
6. Atenção: controlar bem a amplitude do movimento.
Antes de realizar qualquer cirurgia plástica estética, certifique-se que a intervenção é realizada por profissionais e/ou em clínicas devidamente habilitadas para tal. A Sociedade Portuguesa de Cirurgia Plástica Reconstrutiva e Estética (SPCPRE) tem disponível a informação necessária sobre as entidades credenciadas nesta área.
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